A Saudi Pro League (SPL) está próxima de concluir a venda de um clube para um investidor estrangeiro. Pela primeira vez, uma equipe da Liga Saudita não pertencerá a grupos da própria Arábia Saudita.
A informação foi publicada primeiramente pelo veículo norte-americano The Athletic. A empresa que fará a compra, bem como a equipe que será adquirida, não foi divulgada. Ainda assim, a negociação marca o início da abertura de investimentos da SPL.
Inicialmente, a Liga Saudita pertencia apenas ao Ministério do Esporte da Arábia Saudita. Em 2023, porém, o Fundo de Investimento Público (PIF) do Reino adquiriu 75% das ações de Al Ahli, Al Hilal, Al Ittihad e Al Nassr.
Enquanto isso, outros clubes foram adquiridos por empresas estatais. O Al Qadsia pertence a Aramco, enquanto o Neom City, cidade que está sendo construída pela Arábia Saudita, se tornou dono do Al Suqoor, que foi renomeado para Neom e subiu para a primeira divisão nesta temporada.
Nos últimos anos, a intenção da Liga Saudita passou a ser promover melhores disputas e aumentar seu apelo. O caminho escolhido para isso é a venda dos clubes para investidores capazes de transformá-los em potências do futebol mundial.
Desenvolvimento e lucro
A Arábia Saudita gastou rios de dinheiro para atrair a atenção do universo do futebol. Apenas com os quatro clubes do PIF, o Reino gastou US$ 1,3 bilhão para contratação de jogadores.
O investimento fez parte de um plano maior, que inclui auxiliar o desenvolvimento da Liga Saudita para fazer dela e de seus clubes propriedades valorizadas pelo mercado. Com uma liga mais interessante, o Reino pode obter lucro com a venda das equipes.
Nos últimos meses, a SPL também passou a incentivar a estruturação dos times. Aqueles que apresentam melhores condições comerciais e de infraestrutura recebem apoios financeiros maiores. Os fatores também são levados em consideração para possíveis privatizações.
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