O Crystal Palace confirmou que entrou com um recurso contra a Uefa na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês). O clube da Inglaterra foi “rebaixado” da Europa League por conta das regras da entidade para multiclubes.
A equipe conquistou o título da FA Cup na última temporada, o que lhe deu uma vaga na Europa League. As regras da Uefa para multiclubes, porém, impedem que times de mesmo dono disputem a mesma competição.
O problema está no fato de que o Crystal Palace pertence à Eagle Football Holdings, de John Textor, grupo que também é dono do Lyon. O clube francês se classificou para a Europa League antes dos ingleses ao terminar em 6º lugar na Ligue 1 2024/2025.
Diante disso, a Uefa puniu o Crystal Palace com a perda da vaga da Europa League e um “rebaixamento” para a Conference League. O Nottingham Forest, da Premier League, herdou a vaga deixada pelo rival nacional.
A intenção do Crystal Palace é que a decisão seja revogada. O argumento do clube se concentrará na alegação de que John Textor não possuía controle suficiente na gestão da equipe a ponto de colocá-la fora das regras.
“Há um processo de apelação, então recorremos ao CAS e estamos muito esperançosos. Achamos que temos ótimos argumentos jurídicos”, disse Steve Parish, presidente do Crystal Palace, durante participação ao podcast inglês The Rest Is Football.
“Não achamos que esta seja a decisão certa, de forma alguma. Sabemos inequivocamente que John não teve influência decisiva sobre o clube”, acrescentou.
John Textor vendeu os 43% de participação que tinha no clube para Woody Johnson, empresário norte-americano dono do New York Jets, da NFL. A transação, porém, não foi concluída pelo fato do comprador ainda estar passando pelos testes de propriedade da Premier League.
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